O guia de como – e por onde – começar a aprender sobre VMware vSAN

Em 2018 houve uma explosão na adoção de hiperconvergência. A tecnologia já é realidade em grande maioria das empresas e está no alvo daquelas que ainda não puderam fazer a transição (do modelo 3-tier para HCI) mas estão de olho nos ganhos operacionais, de flexibilidade e simplicidade que a tecnologia pode trazer para a TI.

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Com mais de 19K clientes (aprox. 150 novos clientes por semana), um produto líder de mercado – único completamente software defined – e com o maior market share dentre os competidores, o VMware vSAN está se tornando o padrão na indústria e promete se tornar o modelo de hiperconvergência para a imensa maioria das empresas.

Em 2019, a tendência é de expansão na adoção da solução para aplicações críticas adoção da tecnologia por outras áreas importantes da TI e, inclusive,  longe dos grandes Data Centers (ambientes ROBO por exemplo).

A importância da infraestrutura hiperconvergente é tamanha, que o Gartner passa a afirmar que a tecnologia tem o papel fundamental para o SDI (Software Defined Infrastructure) e a reafirmar sua  extrema importância para a adoção de Nuvem híbrida (ou TI híbrida).

Estar preparado para entender o funcionamento do vSAN,  seus benefícios e as mudanças que a solução pode trazer no dia-a-dia da sua operação, é essencial para o planejamento e tomada de ação na hora certa! 

Para ajudar nessa tarefa elaborei este guia, com os recursos ordenados em ordem cronológica. Vamos a ele:

  1. vSAN Essentials Book Cormac Hogan & Duncan Epping (livro gratuito)
    vSAN 6.2 Essentials PDF – GitBookhttps://www.gitbook.com/download/pdf/book/vsan-essentials/vsan-6-2

    Este livro dos dois Gurus de vSAN da VMware foi escrito ainda na versão 6.2 do vSAN, é um pouco antigo, mas passa por conceitos básicos importantes. Começar por ele é essencial para ter o básico, já que o mais atual nos leva a conceitos mais profundos.

  2. vSAN Architecture 100 Series on Youtube
    https://www.youtube.com/watch?v=D5pDF8nhqgs&list=PLjwkgfjHppDux1XhPB8pW3vS43Aglfq2c

    Essa é uma Playlist com 12 vídeos de Blackboard  com Elver Sena Sosa. Ele é instrutor de vSAN para parceiros ao redor do mundo. Serve para consolidar a informação obtida no livro de uma forma mais atualizada e dinâmica.

  3. What’s New in vSAN 6.7 Update 1
    https://www.youtube.com/watch?v=oJeIXyuth48

    Apresentação das principais funcionalidades e melhorias implementadas na versão 6.7 U1 do vSAN.

  4. vSAN 6.7 Update 1 Technical Overview
    https://www.youtube.com/watch?v=x7AqcTr4ols

    Apresentação técnica das principais funcionalidades e melhorias implementadas na versão 6.7 U1 do vSAN.

  5. vSAN 6.7 U1 Quickstart Demo
    https://www.youtube.com/watch?v=5Qc6BYlet3I

    Demonstração da funcionalidade de Quickstart presente na versão 6.7 U1 do vSAN.

  6. HOL-1908-01-HCI – vSAN v6.7 – Getting Started
    http://labs.hol.vmware.com/

    Hands-on Labs são a parte divertida do aprendizado. Com este HOL é possível consolidar, na prática, toda a informação obtida nas fontes anteriores. 

  7. vSAN Product Documentation
    https://storagehub.vmware.com/t/vmware-vsan/

    Fonte principal de informação técnica sobre o produto. Lá é possível encontrar todo o tipo de documentação, incluindo casos de uso, design guides, melhores práticas e muito mais. Merece estar na sua lista de favoritos.

 

Recursos adicionais

O Primeiro CloudStackDay Brasil

Muita gente boa discutindo a Nuvem e seus usosOntem (13/2/2015) aconteceu a primeira edição do CloudStackDay no Brasil.

O evento durou cerca de 5 horas e teve como cenário a belíssima arquitetura do prédio da Biblioteca da USP.

Durante o evento estudantes, profissionais da área e interessados na “nuvem” puderam ouvir não só sobre o produto CloudStack mas, também, entender melhor como essa “tal nuvem” funciona na prática.

O professor de Física Computacional da USP Carlos Ruggiero fez a abertura e nos levou até o século 19, quando cada empresa precisava ter o seu próprio gerador de eletricidade, depois foi nos trazendo de volta e demonstrou como a informática é cíclica e o que devemos esperar dela daqui pra frente: mais tablets, Smartphones e poder de processamento e armazenamento cada vez mais centralizado.

O Inglês Giles Sirett, membro do projeto Apache CloudStack, mostrou o porque ouvimos muito pouco sobre CloudStack e muito mais sobre OpenStack, que é o queridinho do mercado atualmente. Também deixou claro as diferenças entre as duas soluções, principalmente no que diz respeito à adoção e adaptação de processos mais simpless com CloudStack contra o modular e complexo OpenStack.

O Diretor da Vertical de Datacenter da USP, Cyrano Rizzo, detalhou sua experiência com o estudo, projeto e implementação da “Intercloud USP”, maior implementação de nuvem privada da América Latina, e como isso facilitou o processo de deploy e entrega de Infraestrutura as a Service (IaaS) para os mais de 700 funcionários de TI da Universidade. Além disso nos presenteou divulgando o Roadmap e executando uma demonstração da próxima versão da Internuvem com CloudStack e suporte a IPV6. Sem palavras!

Consultor de Nuvens Marcelo Lima mostrou, em uma palestra extremamente detalhada e técnica, as nuâncias e correlações entre rede “física” e as mesmas topologia no ambiente de nuvem ou em modelo “virtual”. O melhor é ver como os orquestradores são capazes de reproduzir uma (ou milhares) rede Spine-Leaf na nuvem e isolar cada uma delas de forma simples, segura e rápida.

Depois do coffee break o público aproveitou o painel, com representantes de grandes logos (além dos nomes que já citamos aqui) como Globo.com – Fernando Carolo -, ShapeBlue  – Marco Sinhorelli, todos moderados pelo Rafael Peregrino da Linux Magazine, para tirar as dúvidas mais diversas, mas um assunto que despontou entre os demais foi o: “e agora?”, “depois da virtualização, automação e nuvem vem o que?”. Pense. Um dia escreveremos sobre isso aqui. As respostas mais comuns foram a utilização de ambientes multi-cloud e a completa libertação dos hypervisors, seja pelos contêineres ou por ferramentas agnósticas de conversão.

Outro destaque do painel foi ouvir sobre o que cada uma dos representantes da USP e Globo.com enxergam como Nuvem e os benefícios que cada um deles procurava nas diferentes formas de adoção. A USP procurava – e conseguiu com excelência – entregar IaaS, já a Globo.com precisou ir mais além, chegar na camada de desenvolvimento de aplicações, módulos e dependência para facilitar a vida dos desenvolvedores e aproveitar melhor as idéias, além de reduzir o tempo e mitigar o risco até que cada módulo chegue à produção – absolutamente tudo automatizado –  e desenvolver sua prória ferramenta de PaaS para gerenciar esse ambiente. Um módulo chamado Tsuru.

Tsuru foi o assunto da próxima palestra, ministrada pelo Engenheiro de Software Senior da Globo.com, Andrews Medina, que, pelo domínio do assunto, certamente participou do seu desenvolvimento. O Tsuru utiliza contêineres desde sempre – algo que está se tornando mais comum hoje em dia – e é um software de código aberto com muitas implementações pelo mundo já. Não preciso dizer que é completamente compatível com CloudStack, mas já existem implementações em AWS por exemplo e, na opinião do Adrews, compatibilizá-lo com outras nuvens é relativamente “simples”.

A palestra sobre o Tsuru abriu os olhos de todos sobre o fato de que a Nuvem não é apenas “o andar de cima” da virtualização, e nem a própria virtualização. A nuvem é \uma plataforma, precisa de objetivo claro, processos próprios, extrema elasticidade, lógica própria e muito estudo. A Nuvem por si só não é um meio de reduzir custos, ela é o meio e o fim para otimizar processos, levar mais agilidade e eficiência  pra dentro da empresa e eliminar etapas para o go-to-marketing.

Esse conceito se tornou cristalino na última, e exemplar, palestra do Ari Neto, Especialista em Infraestrutura do Magazine Luiza. O assunto foi a experiência dele, dentro do Magazine Luiza, desde a concepção da “idéia” de partir para uma implementação em Nuvem, passando pela montagem de um exemplo de caso interno (usando uma infra compartilhada) até a implementação de fato. É impressionante a quantidade de “ses” que você precisa verificar até conseguir viabilizar um projeto dessa magnitude. Por exemplo, em um projeto de PaaS, no qual os desenvolvedores possuem extrema liberdade, poder de mudar qualquer módulo a qualquer momento, sem risco, com processos de homologação e produção bem definidos mas completamente automatizados. Como modificar, ou adaptar (a até eliminar),  a gerencia de mudanças implementada pelo ITIL anos atrás?

Depois de um evento destes, fica claro que a consolidação de servidores em servidores virtuais está longe de ser a Nuvem que todos proclamam.

E, como no encerramento, o senhor Marco Sinhoreli da ShapeBlue pediu, vamos divulgar, testar e participar da comunidade CloudStack. O Software livre faz toda a diferença na hora de fechar a conta de um projeto destes e da mais liberdade durante a implantação.

Não defendo a utilização do Software Livre fim-a-fim, pois em muitos casos você precisa de um aval de um Fabricante para validar a compatibilidade, garantir estabilidade e até um contrato de suporte com SLA e tudo o mais. Mas o equilíbrio entre os dois mundos, assim como o Mix entre nuvens e Hypervisors, pode trazer muitos benefícios e maior flexibilidade.

Se você não teve a oportunidade de ir ao CloudStackDay desta vez, fique atento ao site http://cloudstackday.com.br/

Mais informações sobre o Apache CloudStack no http://cloudstack.apache.org/

Prepare-se para entregar suas aplicações em containers

E se você pudesse desenvolver, executar e distribuir suas aplicações sem se preocupar com um SO ou com interferências entre suas aplicações?

container-shipPois é exatamente esta a proposta do Docker.

“Docker is an open platform for developers and sysadmins to build, ship, and run distributed applications. Consisting of Docker Engine, a portable, lightweight runtime and packaging tool, and Docker Hub, a cloud service for sharing applications and automating workflows, Docker enables apps to be quickly assembled from components and eliminates the friction between development, QA, and production environments.”

Como assim?

Em um ambiente de virtualização como conhecemos um Hypervisor (vSphere, Xen, Hyper-V, etc) – Host OS – é instalado em cima de um Hardware e possibilita a criação de servidores virtuais (ou desktops) nos quais instalamos um SO – guest OS –  e todas as bibliotecas e binários (e dlls) necessários para o funcionamento deste. Em cima deste ambiente nós desenvolvemos, instalamos e executamos as aplicações.

Neste modelo os Sistemas operacionais não são compartilhados (nem suas bibliotecas e binários) e precisam ser gerenciados separadamente. Precisamos de antivírus para cada SO, precisamos de versões específicas de SO para cada aplicação, precisamos gerenciar rede, firewall, atualizações, serviços e uma série de outras variáveis para cada Guest OS virtualizado.

Virtual Environment

Ambiente Virtualizado

Em um ambiente Docker, a engine é instalada em cima de um Host OS ou bare metal (diretamente no hardware) e os containers detém somente aplicações, assim como suas bibliotecas e binários, e estes são isolados em um processo dentro do userspace do Host OS. Todos os containers e, por sua vez, aplicações compartilham o mesmo Kernel mas utilizam os recursos de forma isolada e completamente segura.

Ambiente Docker

Ambiente Docker

O que eu ganho com isso?

Eliminando o Guest OS, é possível eliminar a redundância de código e melhorar significativamente a eficiência operacional do ambiente de aplicações. Atingimos na prática a administração e gerenciamento eficiente de aplicações, utilização compartilhada de recursos sem desperdícios (storage, memória e processamento) e a possibilidade (real) de uma flexibilidade ímpar na abstração do SO. Uma aplicação Docker pode ser desenvolvida on-premise, executada na nuvem pública e depois compartilhada com qualquer ambiente do mundo que rode o Docker engine.

Se, depois de ler essa introdução, você ficou interessado em embarcar na “Dockerização” das suas aplicações é possível encontrar um tutorial e uma Demonstração online de como tudo isso funciona direto no site da baleia.

Agora corra para não perder o navio!

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Hadooping em Windows!

Quando pensamos em Hadoop e Apache, logo nos vem em mente a palavra Open Source e com ela em seguida pensamos em Linux, Unix e uma interface CLI (ou várias) para realizar a instalação e configuração da Plataforma de Gerenciamento de Dados, qualquer que ela seja.
Estes dias fui apresentado ao HDP for Windows. Isso mesmo, uma plataforma aberta de Gerenciamento de Dados baseada em Apache Hadoop da Hortonworks e disponível para Windows Server!
Como diz um colega meu BigDataManíaco, eu sou Microsoft desde que nasci, então resolvi experimentar e abaixo segue o breve relato da instalação do HDP 2 For Windows.
O primeiro passo é o bom e velho RTM, cuja fonte é: http://hortonworks.com/products/hdp-windows/#install

Depois desse passo fundamental:

  1. Download e Instalação de Pré-requisitos , basicamente Python, Microsoft Visual C++ 2010, Microsoft .NET Framework, Oracle JDK. As versões específicas de cada um estão brilhantemente descritas no manual com link e tudo.
  2. A instalação dos pré-reqs não demora mais do que 5 minutos. Atenção especial para o diretório Java (que não pode conter espaços) e a criação do JAVA_HOME.
  3. Defina os componentes a serem instalados, desenho do ambiente, bancos de dados e senhas na única janela de configurações que lhe será apresentada.
  4. Lembre-se dos requisitos de complexidade de senha do Windows pois o Hadoop irá criar um novo usuário no SO.

hwdone

Observações feitas, em cerca de 10 minutos você tem seu Hadoop single node em Windows completamente Open Source.

Have fun!

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